Ela teve a maior alta entre todas as bolsas do mundo no ano. Abrigou o segundo maior IPO. Virou uma das estrelas mais reluzentes da economia global. Embalada pela recuperação econômica, a Bovespa subiu de patamar nos últimos meses -- e isso é uma ótima notícia para os investidores, os empresários e o país Eis o retrato atual da bolsa de valores brasileira, uma instituição que, apenas cinco anos atrás, beirava a irrelevância:-- Nos primeiros sete meses de 2009 não houve bolsa no mundo que valorizasse mais do que a BM&FBovespa. Em dólar, seus investidores ganharam 87% no período. A segunda bolsa com maior valorização foi a de Xangai, na pujante China, com 79% de ganhos em dólar.-- A bolsa brasileira é hoje a quarta maior do mundo em valor de mercado. E a 12a quando se soma o valor das ações das 432 companhias negociadas. Juntas, elas valem hoje 1 trilhão de dólares.-- De janeiro a agosto, os investidores estrangeiros têm um saldo positivo de quase 14 bilhões de reais na BM&FBovespa. Apenas em maio, mês que registrou o recorde histórico de aportes internacionais, foram investidos 6 bilhões de reais.-- Desde 2004, o valor total das companhias negociadas dobrou. E os recursos levantados nas ofertas de ações feitas por elas somaram 180 bilhões de reais.-- A bolsa brasileira abrigou em 2009 a segunda maior abertura de capital do mundo, a da processadora de operação com cartões Visanet. Em julho, o banco espanhol Santander anunciou que fará aqui uma oferta de ações de sua operação local que poderá chegar a 7 bilhões de reais -- é a primeira vez que uma multinacional escolhe o mercado brasileiro para levantar tamanha quantidade de recursos.
É inútil tentar prever o comportamento das ações nos próximos seis meses, daqui a um ano, em 2012. Seria o mesmo que tentar prever o futuro. Mas os acontecimentos dos últimos meses e o incrível histórico de queda e recuperação do mercado acionário brasileiro desde a eclosão da crise internacional deixam claro que a bolsa -- assim como o país que a abriga -- mudou de patamar. Não há mercado acionário forte em países subdesenvolvidos. E não há nação rica sem uma bolsa forte. O desempenho recente da BM&FBovespa indica que o Brasil começa a passar do primeiro para o segundo grupo. Indica, também, que ainda que ocorram oscilações -- e elas certamente vão ocorrer -- o mercado acionário brasileiro parece fadado a ser maior com o passar dos anos. "Como todas as outras bolsas globais, a brasileira vai passar por altos e baixos ao longo dos anos", diz Mark Mobius, um dos maiores investidores estrangeiros na Bovespa, diretor de mercados emergentes da gestora americana Franklin Templeton. "Mas no longo prazo ela oferece uma das melhores perspectivas de ganho no mundo."
Os mercados de ações estão baseados nas expectativas sobre a economia e os resultados das empresas -- e hoje, às vésperas do primeiro aniversário da quebra do banco americano Lehman Brothers, que deu início ao período mais agudo da crise financeira global, poucos países ocupam uma posição tão favorável no cenário internacional quanto o Brasil. Ainda que muito atrás de China e Índia, o país encontra-se bem situado em termos de perspectivas para o PIB -- espera-se uma pequena retração neste ano e um crescimento de 3,6% em 2010. Recentemente, o Brasil foi chamado de "economia emergente notável" pelo egípcio Mohamed El-Erian, presidente da gigantesca gestora de recursos americana Pimco, que administra 840 bilhões de dólares. Num artigo recente publicado no jornal britânico Financial Times, ele escreveu que mercados como o brasileiro, o chinês e o indiano "estão saindo da crise financeira global com a habilidade de sustentar um crescimento de médio prazo significativamente maior que o dos países industriais". Depois de décadas de juros altíssimos, o Brasil passou a conviver com taxas de um dígito, o que dá um novo fôlego à economia e facilita a vida financeira de empresas.
É inútil tentar prever o comportamento das ações nos próximos seis meses, daqui a um ano, em 2012. Seria o mesmo que tentar prever o futuro. Mas os acontecimentos dos últimos meses e o incrível histórico de queda e recuperação do mercado acionário brasileiro desde a eclosão da crise internacional deixam claro que a bolsa -- assim como o país que a abriga -- mudou de patamar. Não há mercado acionário forte em países subdesenvolvidos. E não há nação rica sem uma bolsa forte. O desempenho recente da BM&FBovespa indica que o Brasil começa a passar do primeiro para o segundo grupo. Indica, também, que ainda que ocorram oscilações -- e elas certamente vão ocorrer -- o mercado acionário brasileiro parece fadado a ser maior com o passar dos anos. "Como todas as outras bolsas globais, a brasileira vai passar por altos e baixos ao longo dos anos", diz Mark Mobius, um dos maiores investidores estrangeiros na Bovespa, diretor de mercados emergentes da gestora americana Franklin Templeton. "Mas no longo prazo ela oferece uma das melhores perspectivas de ganho no mundo."
Os mercados de ações estão baseados nas expectativas sobre a economia e os resultados das empresas -- e hoje, às vésperas do primeiro aniversário da quebra do banco americano Lehman Brothers, que deu início ao período mais agudo da crise financeira global, poucos países ocupam uma posição tão favorável no cenário internacional quanto o Brasil. Ainda que muito atrás de China e Índia, o país encontra-se bem situado em termos de perspectivas para o PIB -- espera-se uma pequena retração neste ano e um crescimento de 3,6% em 2010. Recentemente, o Brasil foi chamado de "economia emergente notável" pelo egípcio Mohamed El-Erian, presidente da gigantesca gestora de recursos americana Pimco, que administra 840 bilhões de dólares. Num artigo recente publicado no jornal britânico Financial Times, ele escreveu que mercados como o brasileiro, o chinês e o indiano "estão saindo da crise financeira global com a habilidade de sustentar um crescimento de médio prazo significativamente maior que o dos países industriais". Depois de décadas de juros altíssimos, o Brasil passou a conviver com taxas de um dígito, o que dá um novo fôlego à economia e facilita a vida financeira de empresas.
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